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Participei, ao lado de 16 colegas da Folha, da degustação que elegeu os melhores ovos de Páscoa da temporada 2023.
Quem nunca esteve numa prova dessas tem uma sentimento equivocada da coisa. Eu mesmo tinha.
O open bar de doces é o sonho da párvulo que mora em nossas carcaças. Mas é preciso proferir: consumir, numa tacada só, amostras de 31 ovos de Páscoa não é bolinho. Muito longe disso.
Lá pelo terceiro chocolate a gente já se sente satisfeita, só que ainda não cumpriu 10% da missão. A produção do Guia providenciou chuva com gás para facilitar a tarefa, que presumia a ingestão de uma quantidade brutal de açúcar.
Não dá para pegar um pedacinho quase microscópico de chocolate, até porque o chocolate parece ser secundário nos ovos de última geração. Você precisa provar, numa mordida só, a ganache, o praliné, o pistache, o bolo de cenoura, o caramelo salso e o diabo que o carregue.
Das 31 amostras inclusas na degustação, exclusivamente duas tinham casca 100% de chocolate, sem recheio ou outros elementos: o ovo da Kinder e o da Danke, ambos na categoria menos faceta (até R$ 100).
O Kinder Ovo é o que sempre foi: o que importa de verdade é o brinquedo. Já o Danke, todinho de chocolate ao leite, é muito gostoso.
Eu achei o Danke o melhor ovo de toda a degustação. Não por ser o melhor chocolate, mas por se encaixar naquilo que eu considero adequado para um ovo de Páscoa: bom chocolate ao leite, que as crianças adoram. Sério, ovo com cranberry e flor de sal é fetiche de adulto que se recusa a crescer.
A procura por novidades, Páscoa em seguida Páscoa, tem porquê consequência o paulatino sumiço do chocolate porquê protagonista dos ovos. Os produtos degustados pela Folha ainda se encaixam na categoria “ovos de chocolate”, longe de excentricidades porquê o ovo de coxinha ou o ovo de temaki de salmão.
E olha que estes ainda são de consumir. Como o próprio jornal já mostrou, a tendência do setor pascoal é a “kinderovização”. Ou seja, o que vale mesmo é o brinde. Até Barbie e fone de ouvido entra na dança dos presentes.
Termino o texto, ou quase termino, com a enunciação de um diretor de marketing de uma dessas companhias:
“São brindes de qualidade e elevado valor confederado, seguindo a tendência de posicionarmos a personagem com mais proximidade ao público jovem. Em totalidade sinergia com o mundo gamer e também com o home office.”
Ai, ai, ai. Dá saudade do velho ovo de chocolate recheado de bombons, tudo gostosinho, mas nem tanto…
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