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Diego Martins canta ‘Laço’ com drag queen Reddy Allor – 12/01/2024 – Música

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São Paulo

Quando conheceu Diego Martins nas gravações do reality Queen Stars Brasil (HBO), a cantora Reddy Allor teve um manifesto receio de se aproximar. “Já tinha visto ele em outros realities e pensei: ‘Super estrela, não vai nem olhar na rostro de ninguém’”, confessou, em entrevista ao F5.

Depois do estranhamento inicial, a convívio nas gravações e fora delas se tornou a base para a construção de uma grande amizade entre Reddy e Diego. “Faço das palavras da Reddy as minhas. Quando a vi pela primeira vez pensei: ‘É uma das drags mais bonitas que eu já vi na vida’. Parecia uma princesa gótica louca”, elogia.

A surpresa mútua entre a dupla se desdobrou em parceria profissional. Ainda no reality, formaram o trio Pitayas, com Leyllah Diva Black. Depois, cada uma partiu para sua curso solo.

Reddy, que acaba de assinar contrato com a Som Livre, convidou Diego para o dueto de “Laço”, uma proposta “meio feat entre Melody e Ana Castela”, brinca. No clipe, que estreou nesta sexta-feira (12), as duas são sequestradas por uma gangue de caubóis.

A teoria de invitar Diego para o feat veio a calhar com o personagem Kelvinho, de “Terra e Paixão” (Mundo). “Ele já estava mergulhado nesse universo agro” diz Reddy.

Em sua estreia em novelas, Diego, 26, afirma que realizou um sonho. Na trama, que chega ao termo na próxima sexta-feira (19), Kelvinho vive um romance gay com o caubói Ramiro (Amaury Lorenzo).

“Foi o maior trabalho da minha vida, tive oportunidade de mostrar o que faço de melhor e dei ‘check’ em toda a grade da Mundo. Quantas vezes treinei dar entrevistas e de repente eu estava lá. E a representatividade que esse trabalho tem, de entrar na morada de milhões de brasileiros, isso tem um valor muito grande”, comemora.

QUEERNEJO

Reddy Allor, 25, cresceu em Olímpia, no interno paulista, cercada de referências uma vez que Chitãozinho e Xororó, Christian e Ralf e Milionário e José Rico, e mais tarde, Marília Mendonça e as divas do chamado feminejo. Na puerícia, chegou a formar dupla com o irmão e se apresentava nas festas de família.

“Aprendi a trovar da mesma forma que aprendi a andejar e a falar. No interno de São Paulo você sai na rua e é impossível não ouvir sertanejo a cada dois minutos”, conta ela, que hoje mora em São José do Rio Preto, no oeste paulista.

Apaixonada pelo gênero que formou sua base uma vez que artista, Reddy pretende levar evolução para o meio country, ainda muito escravizado pela cultura do conservadorismo e do masculino.

“O sertanejo é um gênero que reflete a nossa sociedade, que ainda é muito machista e conservadora —vivemos numa bolha, infelizmente. Eu senhoril sertanejo e tem muita gente com quem faria feat, mas obviamente não cantaria com pessoas que vão contra o que eu penso”, diz.

“O ser político caminha junto com o ser artístico”, defende Reddy, que se considera uma desbravadora da vertente queernejo. “O feminejo foi uma ruptura muito grande e o queernejo é mais uma veia que está nascendo”, diz.

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