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3 dias em Salvador: veja roteiro para aproveitar a cidade – 10/04/2024 – Turismo

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Salvador já pede atenção logo que o turista deixa seu aeroporto e cruza uma estrada abraçada por uma espécie de túnel criado por um bambuzal. Levante é quase um pregão de uma cidade que é feita de muitos estímulos —as cores do mar, do firmamento e das construções, a música que preenche as ruas, os temperos da rica culinária, o peso de um lugar que carrega o que há de melhor e pior da história do Brasil.

É provável acessar segmento disso em poucos dias e sabendo muito onde rodear —e essa é a teoria desta série, que cria um roteiro para aproveitar ao sumo lugares turísticos em 72 horas— mas vale o alerta de que a capital baiana é inexaurível e vale muito mais do que isso. Confira, a seguir, dicas para viver um pouco de tudo em Salvador.

DIA 1

Sua manhã pode inaugurar na simpática Mimu, cafeteria que fica logo na ingressão do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, o Muncab —próxima atração deste roteiro sugerido.

Lá dentro, é provável testar cafés e comidinhas uma vez que a quiche de mesocarpo seca com banana e a torta de pernil, que aparecem em um menu rotativo. Para a sobremesa, vale apostar no munguzá ou nos bolos da vivenda.

Com a ventre forrada, siga para o museu devotado à identidade e história negra. Atualmente, o Muncab sedia a mostra “Um Defeito de Cor”, que usa o livro de Ana Maria Gonçalves uma vez que fio condutor para expor obras de uma centena de artistas negros, além de deixar à mostra seu montão que ajuda a recontar a história do tráfico de pessoas negras escravizadas, dos quilombos, das revoltas, da culinária, das festas populares e da religiosidade.

O museu está a uma passeio de menos de cinco minutos do Elevador Lacerda, que fica na rossio Thomé de Souza —dá para fazer uma paradinha para reputar a vista para a Baía de Todos-os-Santos. De lá, duas opções são possíveis.

A primeira é descer pelo elevador e marchar pelos corredores do Mercado Protótipo, com centenas de lojas de lembrancinhas e comida. Outra é seguir direto para o Pelourinho, a poucos metros da rossio, e passear pelas ladeiras, lojinhas, igrejas, restaurantes e a Moradia do Carnaval da Bahia —se determinar saber a última, acompanhe a visitação guiada, que contextualiza os objetos expostos.

Para regar o passeio por um dos cartões-postais da cidade, pare no Cravinho e pegue uma garrafa da bebida que dá nome ao bar inaugurado em 1989 —esta versão leva cachaça, cravo, mel e limão, mas há outras opções de misturas, uma vez que as com casca de jatobá ou gengibre.

É bom caminhar sem rumo pelas ruas de pedra, mas há alguns pontos que pedem atenção próprio. A Escola Olodum e a Instalação Moradia de Jorge Amado, inaugurada na dez de 1980 para preservar os acervos do redactor baiano, são exemplos.

A visitante é gratuita e garante uma bela vista de cima da região —logo ao lado fica a varanda na qual Michael Jackson gravou o clipe de “They Don’t Care About Us”, marcada por um boneco de papelão do cantor.

Ali também está a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, fundada em 1685 por negros escravizados. Se estiver em Salvador numa terça-feira, vale chegar cedo para testemunhar à missa das 18h, que incorpora elementos da cultura africana e do candomblé.

Se também for a última terça do mês, siga em direção à Escadaria do Passo, a dez minutos de passeio, para testemunhar a um show clássico da paisagem da capital soteropolitana. Num palco aos pés de vários degraus que viram arquibancada estará Gerônimo, possuidor da música “É d’Oxum”, que garante um delicioso primórdio de noite na cidade.

Logo ao lado, o bar A Marujada tem programação de rodas de samba e festas. Também dá para seguir a noite no Samba do Lázaro, mais distante, que acontece às sextas e começa às 22h.

Museu Vernáculo da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) – R. das Vassouras, 25, Núcleo Histórico, Instagram @muncab.oficial. Ter. a dom., das 10h às 17h (ingressão até 16h30). R$ 20. A cafeteria funciona no mesmo horário

Mercado Protótipo – Pr. Visc. de Cayru, s/n, Negócio, Instagram @mercadomodelobahia. Seg. a sáb., das 9h às 18h, e dom. e feriados 9h às 14h

Moradia do Carnaval da Bahia – Pça. Ramos de Queirós, s/n° – Pelourinho, Instagram @casadocarnavaldabahia. Ter. a dom., das 10h às 18h (ingressão até 17h). R$ 20 (meia-entrada para moradores, estudantes e idoso). Gratuito às quartas-feiras

O Cravinho – Lgo. Terreiro de Jesus, 3, Pelourinho, Instagram @cravinhobar. Seg. à sex., das 11h às 20h. Sáb. e dom., das 11h às 19h

Escola Olodum – R. das Laranjeiras, 30, Pelourinho

Instalação Jorge Querido – R. das Portas do Carmo, 49/51, Instagram @casadejorgeamado. Seg. a sex., das 10h às 18h. Sáb., das 10h às 16h. Gratuito

Missa na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Instagram @irmandadedoshomenspretos. Ter., às 18h

Gerônimo na Escadaria do Passo – Ladeira do Carmo, 24, Pelourinho, Instagram @geronimosantanaoficial. Últimas terças-feiras do mês

A Marujada – r. do Passo, 37, Carmo, Instagram @amarujada. Qua. a dom., a partir das 18h

Samba de São Lázaro – Lgo. de São Lázaro, Federação, Instagram @samba_do_sl. Às sextas, a partir das 22h

DIA 2

Chegue de manhã no Bar da Mônica, pertinho do Museu de Arte Moderna da Bahia, e garanta uma mesa com vista para o mar no píer de cimento —dá para ir a pé pela comunidade da Gamboa de Grave ou em um barquinho (R$ 10 no verba ou no Pix) na praia da Gamboa.

A dica é passar o dia inteiro por lá, revezando entre os petiscos, cervejas geladas (a partir de R$ 8) e mergulhos no mar —o aproximação para a chuva é feito por uma escadinha, uma vez que numa piscina.

A moqueca é a prata da vivenda e aparece em preços a partir de R$ 19,90 e versões com banana-da-terra, polvo, camarão, lagosta ou peixe. Para beliscar, há porções uma vez que as de mesocarpo de sol (R$ 34,90) e peixe frito (R$ 29,90).

Vale ver o sol se pondo do bar, mas se quiser variar a paisagem uma ótima opção é voltar para a Gamboa e pegar outro paquete, dessa vez em direção à prainha do Mam —desvelo para não perder a hora, pois o sítio costuma ser interditado quando escurece.

À noite, dedique algumas horas para explorar o charmoso Santo Antônio além do Carmo, com lojinhas e opções gastronômicas. Fãs de música encontram o paraíso em pontos uma vez que o Caveira Discos, loja recheada de LPs que guarda pérolas da música baiana e de terreiro e que dificilmente são achadas em outros cantos do Brasil.

Não vá embora sem passar pela lanchonete Travessa’s, que serve o que é espargido uma vez que o melhor hot dog de Salvador por R$ 6. Se estiver com verba, no entanto, pegue um coche em direção ao restaurante Lafayette e experimente, com vista para o mar e sob a árvore iluminada do lado de fora, pratos feitos com frutos do mar frescos.

Boas pedidas são o saboroso polvo à la gallega (R$ 118), com batatas, páprica, limão-siciliano e aioli e a tamanho nero di sepia com vieiras seladas em ponto perfeito com molho beurre blanc de limão-siciliano, que sai a R$ 182.

Bar da Mônica – R. Barbosa Leal, 31, Gamboa de Grave, Instagram @bardamonica. Diariamente, das 9h30 às 18h

Prainha do Mam – av. do Perímetro, s/n, Negócio

Caveira Discos – R. Direita de Santo Antônio, 119, Santo Antônio Além do Carmo, Instagram, @caveiradiscos. Ter. a dom.

Travessa’s Lanchonete – Tv. dos Perdões, 65 – Santo Antônio Além do Carmo

Restaurante Lafayette – Av. Lafayete Coutinho, 1.010, Negócio, Instagram @restaurantelafayette; Seg., das 12h às 15h30; Ter. e qua., de 12h às 15h30 e 17h às 22h30. Qui. a sáb., de 12h às 23h30; Dom., des 12h às 22h

DIA 3

É o término da viagem para Salvador e você pode passá-lo explorando mais de sua culinária e pontos turísticos ou aproveitando para saber uma das ilhas que formam a Baía de Todos-os-Santos.

Se a primeira teoria lhe aprazer mais, não deixe de testar a culinária do Dona Mariquita, no Rio Vermelho. O restaurante tem um cardápio criado a partir de uma pesquisa profunda da culinária baiana e serve porções muito feitas do que chamam de cozinha patrimonial.

Aposte em opções uma vez que o mini acarajé com vatapá de inhame e vinagrete (R$ 50, com quatro unidades) para a ingressão e prove a poqueca —uma moqueca assada na folha— com acaçá de leite (R$ 200) ou o ipeté, um bobó de camarão com creme de inhame (R$ 180). Os dois pratos servem duas pessoas. Para molhar o ponta, experimente caipirinhas de sabores uma vez que tamarindo e seriguela por R$ 25.

Outro restaurante que vale a visitante é a Cantina do Jullius, que há duas décadas serve a geração salame de polvo (R$ 81,90) —lâminas do molusco temperadas e servidas com pães.

Depois, passeie por pontos uma vez que a Basílica do Senhor do Bonfim, o mirone da Ponta do Humaitá e do Possante de Monte Serrat, a praia de Boa Viagem e termine o dia experimentando o famoso sorvete de coco virente na Sorveteria da Ribeira.

Se quiser passear por locais mais distantes, a Ilhéu de Maré é orientação imperdível —mas o trajeto demanda tempo. A visitante começa na praia de São Tomé de Paripe, de onde saem barcos em direção à ilhota que cobram muro de R$ 8 para cada segmento do trajeto.

Vinte minutos depois, chega-se a praias uma vez que a das Neves e de Itamoabo, de águas cristalinas e tranquilas, que tem barraquinhas que servem caranguejos, peixes e pratos para o almoço. Coma por lá e fique até o término do dia para se despedir de Salvador num pôr do sol visto do paquete.

Dona Mariquita – R. do Meio, 178, Rio Vermelho, Instagram @donamariquita. Ter. a dom., das 12h às 17h

Cantina do Jullius – r. da Galiléia de Cima, 96, Roma, Instagram @cantinadojullius. Qua. e qui., das 12h às 17h. Sex. a dom., das 12h às 18h

Basílica do Senhor do Bonfim – Lgo. do Bonfim, s/n

Ponta do Humaitá e Possante de Monte Serrat – R. da Boa Viagem, 56



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